14Ago
2017
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Métodos anticoncepcionais e DST’s

O encanto da sexualidade pode desfrutar-se em plenitude mesmo quando se tomam precauções que ajudam a evitar experiências desagradáveis como uma gravidez não desejada, ou mesmo o contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DST), entre as quais a pior é a síndroma da imunodeficiência adquirida (sida), uma doença incurável causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH).
Para estar bem é igualmente importante aprender a distinguir e a proteger-se das relações caracterizadas pela violência.

Como evitar uma gravidez não desejada?
Existem diversos métodos chamados anticoncepcionais ou contraceptivos, porque impedem o processo de concepção (fecundação) ou a implantação do óvulo fecundado no útero. Embora actualmente possamos contar com uma ampla variedade destes métodos, durante a adolescência só alguns deles são recomendáveis, tanto para as raparigas como para os rapazes.

O PRESERVATIVO é uma espécie de invólucro alongado e tubular de látex (uma espécie de borracha) que cobre o pénis. Coloca-se desenrolando-o sobre o pénis erecto pouco antes da relação sexual, e, como cobre todo o pénis, quando se verifica a ejaculação recolhe o sémen e impede que ele entre na vagina. É importante retirá-lo com cuidado uma vez terminado o contacto sexual, mas quando o pénis ainda está erecto, porque caso contrário o sémen poderia sair e espalhar-se sobre a vagina ou a vulva, com o risco de a rapariga engravidar. Um outro aspecto que é preciso ter em conta, antes de tirar o preservativo da embalagem, é verificar que não ultrapassou o prazo de validade. O preservativo é o único método anticoncepcional que protege do contágio de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o VIH-sida. Pode comprar-se nas farmácias, sem receita médica, e nos supermercados, e é aconselhável tê-lo sempre à mão.

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O DIAFRAGMA é uma pequena cúpula de látex que se introduz na vagina até cobrir completamente o colo do útero. Deve ser inserido antes de começar a relação sexual, até mesmo algumas horas antes. É mais eficaz quando se unta com um creme ou um gel espermicida, que além do mais facilita a sua colocação. É importante não o retirar antes de seis horas após a relação sexual, tal como não se deve deixar ficar mais de vinte e quatro horas.
Tanto o preservativo como o diafragma se consideram «métodos de barreira», porque bloqueiam a passagem dos espermatozóides para o interior do útero. O diafragma não protege das doenças infecciosas.

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AS PÍLULAS ANTICONCEPCIONAIS são comprimidos que contêm pequenas quantidades de hormonas
semelhantes às que produz o corpo da rapariga (estrogénio e progesterona). Em geral impedem a ovulação, e por isso diminui muito a possibilidade de se verificar uma gravidez.
O ideal é que, se uma rapariga decide usá-la, vá primeiro ao ginecologista para saber se pode fazê-lo, porque há alguns problemas físicos que desaconselham o seu uso. A pílula anticoncepcional é tomada todos os dias, ajuda a regularizar as menstruações, pode evitar o aparecimento de borbulhas e não exige preparativos especiais antes das relações sexuais, nem a interrupção da relação (coito interrompido). A pílula também não protege das DST e do VIH que provoca a sida. portanto, se a rapariga não tem uma relação estável, é melhor recorrer ao uso do preservativo.

O coito interrompido consiste em retirar o pénis da vagina imediatamente antes da ejaculação, de modo a que o sémen não caia lá dentro. E um método desaconselhável porque é pouco seguro, quer do ponto de vista contraceptivo quer do ponto de vista do contágio de infecções.

O DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU) OU ESPIRAL é um pequeno objecto de plástico de diversas for-
mas que se coloca dentro do útero. E necessário que isso seja leito por pessoal de saúde especializado. Em geral, para o colocar espera-se que haja uma menstruação em curso, para que o colo do útero esteja mais elástico, o que facilita a operação.

Também uma espiral introduzida no útero no prazo de cinco dias após uma relação sexual não protegida pode evitar que um óvulo fertilizado se implante no útero e que tenha início um processo de gravidez.

Recomenda-se que, antes de o colocar, a rapariga seja observada por um médico para ter a certeza de que não está grávida nem tem infecções vaginais. A espiral também não protege das DST e do VIH que provoca a sida. de maneira que. se a rapariga não tem uma relação estável, é melhor que use o preservativo.

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A ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA é um método que exige o uso de uma pílula (a chamada «pílula do dia seguinte») que contém as hormonas que evitam a fecundação ou a implantação do óvulo fecundado no útero. Trata-se das mesmas hormonas contidas na pílula anticoncepcional de uso regular, mas em doses mais elevadas. Deve ser tomada antes de passarem 72 horas da relação não protegida.
É importante recordar que este é um método de emergência e não se recomenda o seu uso habitual, até porque não protege nem das DST nem do VIH sida. Utiliza-se após uma relação sexual não protegida caso se deseje evitar a gravidez, como se por exemplo o preservativo se romper, se houve um esquecimento de tomar a pílula ou simplesmente se não se tinha decidido previamente algum método anticoncepcional. Também se utiliza quando uma
mulher é obrigada a ter uma relação sexual contra a sua vontade (quando é vítima de uma violação).

Alguns adolescentes ou jovens decidem ter relações sexuais e amorosas sem que o pénis penetre na vagina, para evitar com total segurança uma gravidez não desejada. Outros decidem adiar o início das relações sexuais enquanto não escolherem qual o método contraceptivo a utilizar ou o momento de assumir esta grande responsabilidade.
Um casal pode praticar a abstinência (não ter relações sexuais) durante os dias do ciclo menstrual em que a rapariga está fértil ou quando não se tem outras possibilidades contraceptivas, ou simplesmente quando assim o deseja.

Nos locais onde se fazem consultas de ginecologia podem encontrar-se todas as informações e conselhos sobre os anticoncepcionais e a saúde sexual.

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são provocadas por microrganismos, geralmente vírus ou bactérias. Transmitem-se através de relações sexuais, não só com a introdução do pénis na vagina mas também através de carícias, beijos e outros contactos, por isso podem ser transmitidas por vias não sexuais. Existe uma grande variedade de DST, algumas nào são muito graves, mas outras podem provocar esterilidade (impossibilidade de ter filhos) e até a morte. Quando há suspeita de se ter contraído uma DST (sífilis, blenorragia, condilomas acuminados, herpes genital, VIH/sida ou outra) é necessário consultar um médico o mais cedo possível.

Quando é que uma pessoa deve suspeitar que foi contagiada por uma DST?
Quando se manifestam um ou vários dos sintomas que a seguir se indicam.

NOS RAPAZES. Uma secreção de cor branco-amarelada que sai da uretra e mancha as cuecas. É acompanhada de dores fortes e ardor ao urinar.
NAS RAPARIGAS. Um fluxo branco-amarelado abundante, que sai da vagina e é acompanhado de dores e ardor ao urinar, tal como de um prurido intenso na vulva.
EM AMBOS OS SEXOS
– Úlceras infectadas (feridas) nos órgãos sexuais, dolorosas.
– Sensação de ardor e prurido nos órgãos genitais, seguidos do aparecimento de numerosas bolhas pequenas que formam uma zona avermelhada, dolorosa e inchada. Podem sentir-se arrepios e um mal-estar gerai Quando as bolhas rebentam, formam-se feridas húmidas. Nas raparigas também pode aparecer um fluxo vaginal e dificuldade em urinar.
– Verrugas que crescem na zona dos órgãos sexuais ou próximo do ânus, e que em geral não causam dor nem ardor
nem prurido.
– Glândulas inflamadas no pescoço, sob as axilas e nas virilhas, acompanhadas ou não de febre, mal-estar no corpo, fraqueza e dores de cabeça.

Perante a menor suspeita de se ter sido contagiado por uma DST, deve-se ir ao médico, mas em todo o caso o ideal é evitar que isso aconteça, e o melhor modo de cuidar de si próprio e do parceiro é usar o preservativo durante a relação sexual.

Qualquer pessoa, homem ou mulher, jovem ou adulto, homossexual, bissexual ou heterossexual, que tenha relações sexuais sem protecção com um parceiro que não conhece bem ou em quem não pode confiar suficientemente, pode contagiar-se com uma doença sexualmente transmissível, entre as quais a mais grave é o VIH/sida.
O único método anticoncepcional eficaz na protecção destas doenças é o uso do preservativo.

O estar juntos, a vida de casal e as relações sexuais podem ser experiências muito gratificantes, mas quando são marcadas pela violência são traumáticas e destrutivas.