12Set
2017
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Relacionamentos

A agradável responsabilidade de ter as primeiras relações sexuais deveria ser o resultado de unia decisão partilhada por duas pessoas que se desejam, se amam. têm muita confiança uma na outra e tem a intenção de se sentirem muito bem juntas.
Quando se sente uma grande atracção por alguém é inevitável que os olhares, a curiosidade, as fantasias, as ilusões e a maior parte das atenções girem em volta da pessoa desejada. Faz-se todo o possível para favorecer as ocasiões de ficarem juntos mais tempo e de se conhecerem melhor. Se este processo de «encantamento continuar, poderás
declarar os teus sentimentos e, se forem recíprocos, podem «namorar».
O «estarem juntos» é uma fase de aprendizagem importante, é uma oportunidade. Assumem-se novas responsabilidades que ajudam a crescer, a ganhar autonomia, segurança, confiança, e a tomar decisões que
poderão dar-vos a satisfação de se sentirem mais adultos.
A procura do «namorado» ou da «namorada» provoca geralmente emoções intensas e sentimentos complexos: medo, alegria, tristeza, frustração, angústia, satisfação, com os quais nem sempre se sabe o que fazer». Falar a esse
respeito com uma pessoa em quem se tenha confiança, escrever cartas, fazer um diário poderá ajudar-te a reflectir, identificar, analisar e compreender aquilo que te está a acontecer, e a tomar decisões equilibradas e coerentes.

Nos encontros amorosos com trocas de ternuras que se tornam mais frequentes durante o namoro, vai-se criando a pouco e pouco um código misterioso que conduz a momentos de prazer cada vez mais íntimos e que, em geral, começam por olhares alusivos, beijos, carícias muito doces, até que se participa com todo o corpo e todo o ser em intensas expressões de amor.
Sente-se uma inquietação misteriosa, um desejo imenso de estarem cada vez mais próximos e de ter prazer não só com as carícias tímidas mas também com o modo delicado e gentil de se tratarem, que faz nascer a confiança de ser amado ou amada de modo especial.

Numa situação «mágica» como esta nem sempre se encontram as palavras para exprimir os sentimentos mais profundos. Nalgumas ocasiões, as relações sexuais não são manifestações de amor, mas de grande curiosidade.
Quando duas pessoas começam a acariciar-se e a criar um espaço de maior intimidade, devem fazê-lo pelo prazer que provoca esta troca afectiva e não para demonstrar que sabem fazê-lo muito bem, ou porque sofrem a pressão do grupo, do amigo ou da amiga, do namorado ou da namorada, ou para que se espalhe a fama do quanto se é bom
ou boa na cama.
Existe a falsa ideia de que as relações sexuais são unicamente aquelas que se realizam com a penetração do pénis na vagina. Não é assim: o ser humano é capaz de explorar, descobrir e criar modos de dar e receber prazer diversos e inimagináveis.

As relações sexuais não devem transformar-se numa corrida apressada para atingir a meta do orgasmo. Trata-se, pelo contrário, de aprender a apreciar o prazer de estarem unidos afectivamente, tal como de explorar as infinitas possibilidades de sentir com todo o corpo e de estar envolvido com todo o ser. A decisão de fazer amor toma-se quando se compreende a importância que tem para nós próprios e para a pessoa desejada este modo tão íntimo de
se querer bem, que provoca maior felicidade e bem-estar quando é vivido com plena consciência, liberdade e responsabilidade.